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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004 Projeto Agentes de Saúde Mirins Área Temática de Saúde Resumo Busca-se construir um perfil de acadêmico voltado para a promoção de saúde com experiências em atividades interdisciplinares que contribuam para melhorar a saúde de crianças. Para tanto, em parceria com a Associação do Bairro Guajuviras, formou-se um grupo de 12 pré-adolescentes para participarem de um projeto de formação de agentes mirins em saúde. Foram selecionados para participar: uma acadêmica do curso de serviço social, uma de odontologia, duas de fonoaudiologia e duas de farmácia. O projeto dividiu-se em 3 fases: inicialmente as crianças passaram por um período de aquisição de conhecimentos, depois produziram materiais educativos e por fim irão multiplicar seus conhecimentos em uma feira de saúde que contará com participação das suas famílias e vizinhos. Os resultados são parciais. Ainda está se executando a segunda fase. A primeira fase mostrou-se importante para que as crianças se firmassem como equipe, sendo utilizadas metodologias lúdicas nesta etapa. Mudanças na percepção dos problemas de saúde foram relatadas pelas crianças. Problemas operacionais foram os principais empecilhos até aqui, sendo a motivação das crianças e a integração entre os diferentes cursos pontos positivos. Conclui-se, até o presente, que este tipo de metodologia é bastante útil para projetos de extensão. Autores Roger Keller Celeste – Prof. MSc Programa de Extensão Mantendo Sorrisos Rommy Gonçalves Francês – aluna de graduação em Fonoaudiologia Suzana Delgado - Profa. Ms Programa de Extensão Fala Criança Sérgio Augusto Q. Miguens Jr. - Prof. Ms Programa de Extensão Mantendo Sorrisos Instituição Universidade Luterana do Brasil Palavras-chave: educação em saúde; agentes-mirins; interdisciplinaridade Introdução e objetivo De acordo com o I Fórum de Pró-Reitores de Extensão em 1987, definiu-se a extensão como “um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre universidade e sociedade” (FÓRUM DE PRÓ-REITORES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS, 2001). Este conceito tem sido a base norteadora de projetos dentro e fora dos campi das universidades e, infelizmente, muitos projetos que se consideram como extensão não conseguem preencher os requisitos para que possam ser caracterizados como genuinamente de extensão. A metodologia, na área da saúde, talvez mais utilizada em projetos de extensão tem sido a educação em saúde. Dentro desta concepção o que acaba acontecendo é a mera transmissão de conhecimento, que, nas suas formas mais evoluídas, utilizam-se de recursos tecnológicos mais avançados e/ou mais participativos, para pessoas ou comunidades que estão fora do compus. Esta é a concepção já posta por Paulo Freire, em que extensão seria estender o conhecimento para aqueles que não o tem. Há, porém, a necessidade de as atividades de extensão ultrapassarem tais idéias e definitivamente a integração do aprendizado do aluno universitário, estimulando o pensar científico da pesquisa, em atividades de interesse da comunidade. Dentro desta concepção, as atividades educativo-preventivas, como atividades de extensão, trazem um grande número de conseqüências. Uma delas é a socialização do saber acadêmico com a comunidade. Na extensão esta é a chance do universitário exercitar de forma complementar seu aprendizado, tomando contato com a realidade e problemas não vividos dentro do campus, desenvolvendo assim importante senso crítico. No período da adolescência, segundo Flores e Drehmer (2003), há uma busca de identidade e questionamentos sobre a sociedade. Há também uma desconsideração em relação ao ensino formal na escola, tido como rotineiro e monótono. Neste contexto, existe por parte dos adolescentes uma grande disposição destes em participar de meios alternativos de aprendizado e principalmente de serem ativos no processo de transmissão dos conhecimentos em saúde aprendidos (FLORES e DREHMER, 2003). A utilização de agentes mirins como multiplicadores é uma idéia bastante simples, mas solidamente embasada. Mathur (1995) coloca que tais atividades estimulam a auto-estima ao mesmo tempo em que promovem o auto-cuidado. Quando realizada em escolas, a formação de agentes mirins de saúde apresenta resultados não somente nos alunos, mas também nos professores, nas famílias e no currículo escolar (MATHUR, 1995). As crianças são, segundo Castro et al (1998), os principais atores para a construção do sonho de formar multiplicadores. Salienta-se que a utilização de atividades lúdicas é primordial para o tal trabalho, pois aumenta a atenção e motivação. A brincadeira para as crianças é uma atividade séria e preparatória para a vida adulta. A oportunidade de transformar algum jogo, música ou teatro em forma de aprender é quase infinita, tudo que a crianças usam para brincar pode ser usado para ensinar. Contribuem para tanto a capacidade criativa do educador e, tem valor inigualável a contribuição de diferentes áreas do conhecimento. Uma outra forma proposta para reafirmar os conhecimentos aprendidos é a produção de materiais (FALAVIGNA, 2000). A interdisciplinaridade tem um papel fundamental nas ações de extensão, sendo ela entendida não apenas como a presença física de diferentes áreas, mas um trabalho conjunto em prol de um objetivo comum. O entendimento de que os problemas sociais, e aí se incluem as questões de saúde, têm origem múltiplas, facilita a integração de áreas diferentes. Os projetos multidisciplinares de extensão contribuem para a integração entre áreas, formando um aprendizado inter e até transdisciplinar. A formação de agentes mirins de saúde é importante atividade de Promoção de Saúde (OMS, 1986) uma vez que capacita as pessoas a controlarem os determinantes de saúde. Como atividades de Promoção de saúde, tais projetos caracterizam-se por ter um óbvio foco em prevenção e desenvolvimento de habilidades pessoais, além de terem caráter interdisciplinar, formando tecnologia com a participação ativa da comunidade. O presente projeto teve como antecedente o projeto Mantendo Sorrisos, um projeto que conjugava os cursos de odontologia e fonoaudiologia em um trabalho realizado em creches da rede pública do município de Canoas. A partir do projeto citado, o Instituto Solidariedade de Canoas buscou a Universidade Luterana do Brasil para uma parceria em um projeto envolvendo o esporte e que necessitava de atividades de reforço no contra-turno escolar dos seus participantes. Das 6 associações de bairro que estavam na ponta do projeto, organizando as atividades através de seus monitores, em uma delas foi realizado também uma parte do projeto mantendo sorrisos. No entanto, era difícil fazer com que as mais de duzentas crianças participantes do projeto “Esporte Solidário” participassem do projeto Mantendo Sorriso tendo apenas quatro acadêmicos volutários. Além disso, foi observado que as necessidades das crianças iam além daquilo que os acadêmicos podiam oferecer. Então, no semestre seguinte, pelas diferenças que tiveram de ser implementadas no projeto original, estabeleceu-se um novo projeto, um projeto que visava transformar as crianças que participaram em multiplicadores dos conhecimentos aprendidos para passar os demais colegas. Foi buscado junto à pró-reitoria de pesquisa e extensão da universidade outros cursos que tivessem interesse e disponibilidade de tomarem parte nesta nova experiência. Objetivos gerais: Este projeto busca construir um perfil de acadêmico cidadão, com responsabilidade social, voltado para a promoção de saúde com experiências em planejamento de atividades comunitárias interdisciplinares que efetivamente contribuam para melhorar a saúde bucal de crianças e escolares. Objetivos específicos: - formar multiplicadores mirins em saúde da própria comunidade. - capacitar os acadêmicos em planejamento de atividades de educação aproximar as relações da universidade com instituições de ensino localizadas próximas ao distrito geo-educacional. - criar uma visão mais humanitária da relação paciente-profissinal / acadêmico-comunidade. Metodologia O presente projeto teve como parceiros, a Instituto Solidariedade e a Associação de Moradores do conjunto Habitacional do Bairro Guajuviras. O instituto é uma ONG estabelecida no município de Canoas, Rio Grande do Sul e que trabalha em projetos que visam a diminuição das desigualdades. O instituto providenciaria alguns insumos necessários para o projeto, como papéis, pincel atômico, tesoura, cola, escovas de dentes, isopor, tintas e cartolinas. A associação do bairro ficaria responsável por ceder os espaço físico para a realização do projeto, divulgação na comunidade, estabelecimento dos critérios de seleção e seleção das crianças participantes, bem como forneceria a merenda. A universidade ficou responsável por selecionar e capacitar os acadêmicos que participariam do projeto, bem como dar o apoio material que fosse necessário. Participam deste projeto os seguintes cursos: Farmácia, Fonoaudiologia, Odontologia, Serviço Social. Seleção e Capacitação dos acadêmicos: na primeira semana de aulas foram fixados os editais de convocação para os alunos e foram convidados atuais e antigos extensionistas a se inscreveram. Os requisitos para participarem do projeto foram: ter ao menos uma tarde livre e ter um horário extra para reuniões. Foram consideradas ainda no processo de seleção, as experiências em projetos sociais e a criatividade e iniciativa para este tipo de trabalho. Desta forma, foi composta uma equipe que passou por duas semanas de capacitação, em que os alunos discutiram a experiência anterior, suas expectativas e o que o projeto se propunha a realizar. Discutiram-se algumas questões operacionais, foi realizada uma dinâmica de integração do grupo e discutidas bases para os trabalhos comunitários utilizando as estória do Gambá que não Sabia Sorrir, de Rubem Alves, entre outros.. População de Trabalho:15 crianças de 8 a 14 anos escolhidas nas escolas da vizinhança pela Associação de Bairro. Metodologia de trabalho: As atividades desenvolvidas neste projeto abrange 3 fases: 1 – Período de formação e capacitação do grupo de crianças; 2 – período de produção de materiais para a multiplicação dos conhecimentos (cartazez, folders, teatro e outros); 3 – realização de atividades práticas de multiplicação em forma de uma feira para as pessoas da comunidade. A primeira fase do projeto foi organizada na forma de oficinas com metodologia participativa e de construção conjunta dos acadêmicos integrantes da equipe. Estas tiveram duração em torno de três horas semanais, sendo divididas em duas etapas com um intervalo para o lanche. Os temas previamente definidos para a primeira fase foram: 1 - O que é ser um agente de saúde mirim. 2- higiene (bucal, oral, nasal, corporal, vocal, auditiva, etc). 3 - prevenção de cárie, com ênfase na questão da dieta. 4 - uso racional de plantas medicinais. 5 - plantas tóxicas. 6 - prevenção de perda auditiva. 7 - prevenção de distúrbios miofuncionais de sistema estomatognático. 8- os direitos das crianças e do adolescente. A segunda fase também aconteceu na associação. Avaliação: A avaliação específica das atividades constará do planejamento proposto por cada equipe e ocorrerá dentro de tal esfera. Entretanto, será feita ao longo do semestre avaliação paralela para o projeto com as seguintes finalidades:Verificar se os objetivos foram realísticos. -Melhorar os métodos e práticas empregadas. Identificar problemas inesperados e encaminhamentos dados. Reuniões semanais com toda equipe para discussões, resoluções e encaminhamentos devidos, a fim de qualificar os trabalhos desenvolvidos. Também está sendo feito o registro das atividades através de fotos e relatórios descritivos. Nestes relatórios, serão descritos também possíveis eventos e outras atividades não planejadas que ocorram em virtude de desdobramentos naturais em projetos como este. Além disso, ao final do semestre será realizada também uma confraternização com todos os estagiários como forma de reconhecimento pelo trabalho voluntário e motivação, além da entrega dos certificados. Resultados e discussão O projeto ainda está em andamento na fase de produção de materiais para a feira de saúde. Desta forma os resultados apresentados e a discussão irão se restringir àquilo que pode ser relatado até o momento. Participam deste projeto 12 crianças de 9 a 12 anos e 6 acadêmicas, sendo duas do curso de farmácia, duas do curso de fonoaudiologia, uma do serviço social e uma da odontologia. Abaixo segue a descrição dos encontros:1º encontro:Dinâmica da fofoca. Confecção de crachás para identificação dos futuros agentes mirins. Higienização das mãos. 2º encontro: Para que servem as frutas.Vitaminas. Onde agem as frutas no organismo humano. Montagem de cartazes sobre o respectivo assunto. Higienização das mãos (sabonetes). Demonstração da mastigação correta (bilateral, simultânea e eficaz). Tamanho do bocado do alimento, velocidade de mastigatória. Consistência dos alimentos (“duros” e “moles”). Importância da escovação adequada e uso do fio dental. Demonstração do uso correto do fio dental e da escovação. Escovação ao término do lanche.3º encontro: Assunto: infusão e decocção. Uso de plantas e onde elas agem no corpo humano. Montagem de cartaz do corpo humano (feito pelas crianças). Visualização do corpo humano através de Atlas. Deglutição, mostrando a localização de laringe e depois as pregas vocais. Demonstração do movimento laríngeo durante a deglutição com as próprias crianças. Como ocorrem os engasgos; relação entre engasgo, eficiência mastigatória e velocidade de alimentação. Cárie e doença de gengiva e prevenção das mesmas. As crianças ficaram fascinadas ao verem os Atlas sobre o corpo humano, que mostram como realmente é o corpo internamente. 4º encontro: Serviço social. Conscientização das crianças em relação ao trabalho que estava sendo desenvolvido. O que é ser agente mirim. Como agir na escola, no bairro, na sociedade. Dinâmica de grupo: telefone sem fio. Montagem de cartazes, confeccionado pelas crianças, com os desenhos que elas próprias fizeram, desenhando o colega desempenhando a função de agente mirim. Foi levado para as crianças, uma caixa de bananas e bergamota. Sempre se procurou utilizar no lanche as frutas que vimos no segundo encontro para que os agentes mirins, exercendo o papel que lhes caberia, soubessem indicar as frutas e esclarecer seus benefícios. Lanche com batida de banana (preparada pelas extensionistas), essa foi uma das frutas que foram destacadas por sua importância nutricional no segundo encontro. 5º encontro: Revisão sobre infusão e decocção. Inalações. Hábito vocais inadequados. Higiene vocal. Importância da hidratação da laringe. Cuidado com uso do mentol. Plantas que aliviam o resfriado. Plantas expectorantes. Causas e prevenção do resfriado. Dinâmica de grupo: música e bola. Perguntas sobre os assuntos abordados. Início do campeonato de agentes mirins, para estimulação do interesse das crianças pelos assuntos. 6º encontro: Sessão de vídeo. Vídeos sobre o sistema respiratório, explicando a função do espirro, bocejo, soluço, arroto; como ocorre a respiração desde as vias aéreas superiores até as vias aéreas inferiores. Vídeo sobre a laringe. Vídeo sobre os dentes. Foram oferecidos pipoca e suco para as crianças. Após o término dos vídeos, as crianças formularam perguntas. 7º encontro: Foi realizado um jogo, onde as crianças, divididas em dois grupos, fizeram as perguntas formuladas no último encontro para o grupo adversário (campeonato). Dor de cabeça: como ocorre a dor de cabeça pela falta de hidratação. Hipotensão e hipertensão: o que é, causas e conseqüências, prevenção e cuidados. Escovação de dentes. 8º encontro: Início da confecção de material para a feira. Direitos das crianças e adolescente (ECA). Teatrinho: os futuros agentes mirins ajudariam a solucionar alguns problemas que lhe foram apresentados (ex: uma criança que foi espancada pela mãe) e tinham que tomar as atitudes cabíveis (no caso do exemplo acima, notificar o Conselho Tutelar). Participação das mães, que ofereceram ajuda na divulgação da feira. Conclusões Dentre as principais dificuldades ressalta-se: interrupção das pessoas da associação; mudança de sala; limpeza da sala teria que ser feita pelas crianças ao término das atividades; uma das crianças sentiu muita dor de dente e as extensionistas da Odontologia e do Serviço Social foram até a residência da mesma para a verificação do motivo pelo qual a menina ainda não recebeu atendimento odontológico; muita agitação por parte das crianças; a coordenadora da associação não compareceu, não havendo lanche nem a escovação de dentes; entrada de crianças novas, e a ausência de algumas que haviam comparecido nos outros encontros. Observamos que não há razão para um projeto que pretenda ter alicerces na comunidade restringir-se a transmissão de conhecimentos ou cursos de capacitação. A formação de agentes mirins, dentro da idéia de multiplicadores contempla tal proposta, entretanto há que se garantir que esta multiplicação tenha um começo ainda dentro do projeto. Ayres et al (2003) relata o caso de um projeto em que esta idéia foi posta em prática com bastante sucesso. Tanto mais efetivo será um projeto deste porte quanto mais inserido ele estiver na comunidade pois maior será o seu impacto. Dentro do conceito de vulnerabilidade individual, pode-se colocar que este tipo de projeto tem um importante papel na medida em que as crianças passam a colocar em prática o que aprendem, mudando hábitos e ganhando mais auto-estima, tornando-se cidadãs, e assim diminuindo o seu risco à doenças e melhorando sua qualidade de vida. No plano social, os multiplicadores passam a ser um veículo de informação para toda a comunidade, podendo sensibilizando as demais pessoas a exercerem seu direito à saúde. Ayres et al (2003) mostraram que é necessário um acompanhamento das atividades dos agentes mirins, baseados na observação que eles efetivamente utilizam-se dos conhecimentos apropriados, devendo-se evitar cair no excesso de individualismo e criando a consciência de ética e solidariedade na utilização do conhecimento adquirido. Observam ainda que, mesmo quando os agentes trocam seus conhecimentos, isto muitas vezes tende a simular o modelo tradicional preventivista pautado numa pedagogia unilateral. Por outro lado, com relação à formação de um novo perfil de acadêmico, pudemos observar o valor da interdisciplinaridade. A participação de acadêmicos é útil na formação de profissionais de saúde contextualizados com as necessidades básicas da população e adaptados às realidades que os cerca. Os cursos de Farmácia, Fonoaudiologia, Odontologia e Serviço Social, procuraram integrar os assuntos abordados de forma tal que os temas pudessem ser desenvolvidos com “olhares” diferentes, mas com um conjunto não destoante. Esse foi o maior obstáculo que o grupo extensionista encontrou, no entanto, através de bastante diálogo e planejamento, o grupo conseguiu avançar unido. Os benefícios que essa integração nos trouxe foi bem além das expectativas, pois se observou que essa união do grupo se refletiu diretamente no desempenho das crianças no projeto. Soma-se a isto que os cursos da área da saúde tem uma alta taxa de tecnologias duras nos seus currículos, mas pouco sobre ciências como sociologia, psicologia e pedagogia. Desta forma experiências em trabalhos extramuros são oportunidades ímpares e ricas no sentido que trazem um aprendizado diferencial. Conclui-se até aqui que a adoção de uma estratégia de formação de agentes mirins adeqüa-se aos princípios conceituais de projetos de extensão na medida em que possibilita uma via de mão dupla entre a universidade e a sociedade, possibilitando parcerias, novos conhecimentos embasados na realidade da comunidade e a interdisciplinaridade tão difícil de ser obtida dentro do campus universitário. Referências bibliográficas Alves, M.R.S. Projeto Adolescentes multiplicadores. Divulgação em Saúde para Debate. Rio de Janeiro, n19.p.37-39, novembro 2000. Ayres, J.R.C.M.; Freitas, A.C.; Santos, M.A.S.; Filho, H.C.S.; Junior, I.F. Adolescência e aids: avaliação de uma experiência de educação preventiva entre pares. Interface: Comunicação, Saúde e Educação. V.7n.12.p.123-138, fevereiro, 2003. Casto, A.P.R.; Gonçalves, A. F.; Caetana, F. H. P.; Souza, L.J. E. X.. Brincando e Aprendendo Saúde. Texto em Contexto em Enfermagem. Florianópolis.v.7n.3 p8595.set./dez/ 1998. Falavigna, D.L.M; Guilherme, A.L.F.; Araújo, S.M.de; Pupulim, A.R.T; Dias, M. L. G. G.; Marcondes, N.R. Formação de agentes multiplicadores em doenças parasitárias. Revista Brasileira de Análises Clínicas. Rio de Janeiro. V.32 n.1. p53-55. 2000. Flores, ET; Drehmer, TM. Conhecimentos, percepções, comportamentos e representações de saúde e doença bucal dos adolescentes de escolas públicas de dois bairros de Porto Alegre. Ciência e Saúde Coletiva. 8(3): 743-52. 2003. FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS. Avaliação Nacional de Extensão Universitária. Coleção Extensão Universitária, V3. p.98.Brasília, 2001. Kay, E.J.; Locker, D. 1996. Is dental health education effective? A systematic review of the current evidence. Community Dentistry & Oral Epidemiology. 24 :231-5. Mathur, V.B. Oral Health Self Care (OHSEC) Project: An Innovation in School Health Promotion Programmes. In: Mautsch, W; Sheiham, A. Promoting Oral Health in Deprived Communities. 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